Em 2010, as operações da Chevron em Angola registaram uma produção
diária total de 580.000 barris de líquidos (152.000 barris líquidos).
A Chevron detém participações em quatro concessões: Bloco 0, ao largo da costa
da província de Cabinda, Bloco 14, que se situa mais a ocidente em águas profundas,
Bloco 2, que fica na zona marítima do Noroeste de Angola, e no Bloco Fina Sonangol
Texaco de zona terrestre. A Chevron também detém uma participação na Angola Liquefied
Natural Gas Limited (Angola LNG), um empreendimento conjunto de gás natural liquefeito
(LNG) na zona terrestre.
Progressos no Bloco 0
A Chevron opera a concessão do Bloco 0 na zona marítima da província de Cabinda.
Em cooperação com os nossos parceiros, a Chevron está a lançar-se num importante programa
de desenvolvimento com vista a aumentar a produção de forma significativa. A Chevron
detém uma participação de 39,2 por cento no Bloco 0.
Este bloco está dividido nas Áreas A e B. Em conjunto, as mesmas contêm 21 campos cuja produção diária total
em 2010 foi de 365.000 barris de líquidos (116.000 barris líquidos). A actividade de sondagem no Bloco 0 continua
a ser uma prioridade. Espera-se que vários projectos de infra-estruturas de envergadura ajudem a eliminar a
queima rotineira de gás natural, a manusear maiores volumes de produção e a renovar as instalações mais
antigas.
Estão a registar-se progressos na eliminação da queima de gás natural na Área A. Quatro projectos foram
concebidos para a reinjecção de gás natural excedentário nos reservatórios de Takula e do Malongo. Três projectos
ficaram concluídos em 2008 e 2009. No fim de 2010, a queima em tocha tinha sido reduzida em cerca de 65 milhões
de pés cúbicos de gás por dia. O trabalho no quarto projecto, o Projecto de Modificação de Alívio e Queima de Gás
do Malongo, prosseguiu em 2010, prevendo-se que fique concluído no quarto trimestre de 2011.
A primeira fase do projecto Mafumeira Norte concluiu a sondagem de desenvolvimento e atingiu uma produção
máxima diária total de 57.000 barris de petróleo bruto no quarto trimestre de 2010. A primeira produção de
petróleo foi anunciada em 2009.
O Mafumeira Sul está situado a cerca de 19 milhas (31 km) da costa de Angola, numa lâmina de água de 200 pés
(61 m) de profundidade. Os planos de desenvolvimento incluem uma instalação central de processamento, duas
plataformas de cabeças de poço, cerca de 75 milhas (120 km) de condutas submarinas e 51 poços. Espera-se que o
total máximo da produção diária deva atingir 110.000 barris de petróleo bruto e 10.000 barris de gás liquefeito
de petróleo. Os estudos de engenharia preliminar e de concepção foram iniciados em Janeiro de 2010 e a decisão
final de investimento está prevista para 2011.
Na Área B, a Área Maior do Vanza/Longui, procedeu-se à completação de dois poços de pesquisa que visaram uma
formação geológica conhecida como camada pré-salífera. O primeiro poço foi completado em Fevereiro de 2010 com
testes de fluxo bem-sucedidos a partir das zonas pré-salíferas por baixo da formação Pinda. O segundo poço,
completado em Junho, não foi bem-sucedido. Prevê-se que o processamento dos dados sísmicos continue até ao fim de
2011.
Em 2010, prosseguiu o trabalho do Projecto de Recuperação Secundária Melhorada e Redução de Queima do Nemba
Secundária e Redução. Existem planos para aumentar a recuperação de petróleo por meio do aumento da injecção de
gás natural e da eliminação da queima rotineira de gás nas plataformas Nemba Norte e Sul a partir de 2014.
Prevê-se que a primeira fase do projecto venha a ficar concluída no segundo trimestre de 2011, com o início da
injecção do gás natural na plataforma existente Nemba Sul.
Em 2010, prosseguiram os estudos de engenharia preliminar e de concepção referentes à extensão sul do
desenvolvimento do Campo N’Dola. A decisão final de investimento está prevista para o quarto trimestre de 2011.
Os planos prevêem a sondagem de dois novos poços de pesquisa no Bloco 0 no segundo semestre de 2011.
Aplicação de Alta Tecnologia no Bloco 14
A Chevron detém uma participação de 31 por cento e opera uma concessão de águas profundas no Bloco 14,
localizado a ocidente do Bloco 0. O Bloco 14 produziu, em 2010, 197.000 barris de líquidos por dia (34.000 barris
líquidos) a partir dos campos Benguela Belize-Lobito Tomboco (BBLT), Kuito, Tômbua e Lândana. Desde 1995, altura
em foi concedida a primeira licença de pesquisa, o Bloco 14 tem vindo a empreender um agressivo programa de
pesquisa de que resultaram 11 descobertas.
As instalações do BBLT constituem a primeira aplicação pela indústria da tecnologia estrutural de torre de
pilares articulada fora do Golfo do México. As plataformas de torre de pilares articulada estão fixadas no leito
do mar, mas têm capacidade de flexibilidade segura em relação às forças constantes do vento, das ondas e das
correntes. Fixada a 1.680 pés (512 m) de profundidade, a plataforma de sondagem e produção é uma das estruturas
construídas pelo homem mais altas do mundo.
Outro projecto de grande envergadura no Bloco 14 é o desenvolvimento dos campos Tômbua e Lândana, orçado em
USD 3,8 biliões. A sondagem de desenvolvimento continuou em 2010. No fim do ano, tinham-se completado doze poços
de injecção e cinco poços de injecção, tendo-se planeado mais sondagens de poços de desenvolvimento. Prevê-se que
a produção diária total máxima de 75.000 barris de petróleo bruto venha a ser alcançada no segundo trimestre de
2011. A primeira produção de petróleo do Tômbua-Lândana registou-se em 2009.
Os estudos para avaliação das alternativas de desenvolvimento para o Campo Lucapa prosseguiram em 2010. No
quarto trimestre, procedeu-se à sondagem bem-sucedida de um poço de pesquisa.
Em 2010, foi concedida uma nova área de desenvolvimento no Campo Malange depois da sondagem bem sucedida de um poço de avaliação em 2009.
Bloco 2 e Área Fina Sonangol Texaco
A Chevron detém uma participação não operativa de 20 por cento no Bloco 2, que fica localizado ao largo da
costa noroeste de Angola. A Chevron detém uma participação não operativa de 16,3 por cento na área Fina Sonangol
Texaco de zona terrestre. Em 2010, a média da produção total das duas áreas foi de 18.000 barris de líquidos por
dia (2.000 barris líquidos).
Travessia da Conduta Sobre o Desfiladeiro do Rio Congo
A Chevron detém uma participação de 38,1 por cento numa conduta proposta para transportar até 250 milhões de
pés cúbicos por dia de gás natural dos Blocos 0 e 14 para a fábrica da Angola LNG, no Soyo. Os planos de
desenvolvimento contemplam 87 milhas (140 km) de conduta cujo trajecto passa debaixo do desfiladeiro do Rio
Congo.
Angola LNG
De importância fulcral para o Projecto Angola LNG é a sua fábrica de gás natural
liquefeito com uma capacidade de 5,2 milhões de toneladas métricas por ano. A fábrica de
zona terrestre situada no Soyo, orçada em USD 9 biliões, está concebida para processar
1,1 biliões de pés cúbicos por dia, com uma média total de vendas diárias previstas de
670 milhões de pés cúbicos de LNG regaseificado e até 63.000 barris de líquidos de gás natural.
A Chevron detém uma participação de 36,4 por cento neste projecto. A construção da fábrica de
LNG, que começou em 2008, continuou em 2010 dentro do calendário previsto. Prevê-se que as
operações tenham início em 2012.